Publicado em: 14/01/2021 14h36 – Atualizado em: 23/08/2021 14h27

"ESTE DOCUMENTO É PARA EU ASSINAR”

LEMBRE-SE:

Por que devo dizer

“ESTE DOCUMENTO É PARA EU ASSINAR”

“Eu” é um pronome pessoal do caso reto.

Os pronomes pessoais do caso reto – eu, tu, ele⁄ela, nós, vós, eles⁄elas – designam uma das três pessoas do discurso. Também conhecidos como pronomes subjetivos, exercem a função de sujeito. Assim, na frase:
“Este documento é para eu assinar”, ressalte-se, forma correta, o pronome “eu” é o sujeito do verbo “assinar”. 

De quando em vez ouvimos alguém dizer “Este documento é para mim assinar”. Gramaticalmente incorretas, construções como esta devem ser evitadas.

“Mim” é pronome pessoal do caso oblíquo. Exerce a função de objeto, nunca de sujeito. Logo, é correto dizer, por exemplo:

“É nítido que ela não confia em mim.”
Nesse caso, “mim” é objeto indireto do verbo “confia”.

 Atenção agora a esta frase:

“Foi difícil para mim entender a obra de Heidegger.”

Aqui, “para mim” é complemento do adjetivo “difícil”. Essa frase está na ordem indireta. Se colocarmos na ordem direta, fica mais evidente a pertinência do uso do pronome oblíquo “mim”:

“Entender a obra de Heidegger foi difícil para mim.”

No exemplo acima, a oração reduzida de infinitivo “entender a obra de Heidegger” exerce a função sintática de sujeito do verbo “foi”.

Desse modo, devemos ficar atentos a questões como a função sintática do pronome, de que termo da oração ele é complemento ou por qual termo é regido.

Vale ainda mencionar estes exemplos:

“Entre mim e meus filhos nunca houve tantos desentendimentos quanto agora.”

“Entre mim e ti a distância só parece aumentar.”

Observe que, quando regidos por preposição, os pronomes pessoais de 1.a e 2.a pessoa do singular, empregados, são “mim” e “ti”. Ou seja, nesse casoempregam-se os pronomes oblíquos, e não os retos.