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Usos do subjuntivo

LEMBRE-SE:

Usos do subjuntivo

Etimologicamente, a origem latina da palavra subjuntivo remete ao significado de algo que se subordina, subjuga-se. Daí o modo subjuntivo ser principalmente aquele das orações subordinadas, que dependem de uma oração principal, cujo verbo no modo indicativo expressa um fato real, uma certeza.

Veja esta frase, por exemplo:

“Se lêssemos com maior frequência, teríamos menos problemas para interpretar textos de diferentes gêneros.”

Observe que “lêssemos”, verbo da oração subordinada, empregado no modo subjuntivo, depende de um outro verbo da oração principal (teríamos) para completar o seu sentido e, assim, tornar compreensível o que se quer dizer. Se falarmos isoladamente “Se lêssemos com maior frequência”, o sentido da frase ficará incompleto.

Vejamos agora estes dois exemplos:

“Ele afirmou que apenas uma maneira de sair ileso de uma discussão: não causar intriga.”

“Pode ser que haja mais de uma resposta a essa pergunta, uma vez que ela é por demais ampla e imprecisa.”

No primeiro caso, o verbo(), no modo indicativo, exprime uma afirmação categórica, uma certeza.  Já no segundo, admite-se uma possibilidade, não há uma convicção. Por isso, o modo empregado é o subjuntivo (haja).

Em frases que expressam a noção de desejo, as chamadas orações optativas, emprega-se o modo subjuntivo.

“Esperamos que eles entreguem as encomendas no prazo estipulado, para não atrapalhar nosso cronograma.”

“Você quer que eu faça o quê, um milagre? Isso não será possível!”

Nas orações coordenadas alternativas estruturadas por “quer... quer...”, o modo a ser empregado é o subjuntivo.

Querchova a cântaros, quer faça um sol de rachar o coco, faremos a caminhada amanhã, já estou avisando!”

“Desta vez, não aceitarei as desculpas dela. Quer ela implore, quer ela chore, vou dar-lhe uma advertência.”

O presente do subjuntivo também é empregado com o aspecto de um acontecimento futuro.

“É bom você ir correndo assim que Rosana chame, pois ela é muito impaciente!”

“O combinado é que ele nos ligará tão logo chegue ao aeroporto.”

Por falar em futuro, é nesse tempo que se observam alguns usos inadequados do infinitivo no lugar do futuro do subjuntivo. Observe:

Emprego incorreto: “Se o magistrado manter a sentença, todos deverão cumprir a pena no regime fechado”.

Emprego correto: “Se o magistrado mantiver a sentença, todos deverão cumprir a pena no regime fechado”.

Percebe-se que a segunda oração, a principal, tem um verbo no futuro do presente do indicativo (“deverão”). Nesse caso, o tempo verbal da oração subordinada deve ser o futuro dosubjuntivo (“mantiver”).

Vejamos mais exemplos de usos indevidos do verbo no infinitivo, quando deveria estar no futuro do subjuntivo:

  1. “Quando o sol se pôr, vai esfriar muito.”

Emprego correto: “Quando o sol se puser, vai esfriar muito”.

  1.   “Se você ver Juliana, diga que preciso falar com ela.”

Emprego correto: “Se você vir Juliana, diga que preciso falar com ela”.

  1. “Quando ele vir aqui da próxima vez, tenho que me lembrar de entregar a correspondência.”

Emprego correto: “Quando ele vier aqui da próxima vez, tenho que me lembrar de entregar a correspondência”.

  1. “Se as autoridades intervirem na disputa, haverá um incontornável desequilíbrio de forças.”

Emprego correto: “Se as autoridades intervierem na disputa, haverá um incontornável desequilíbrio de forças”.

Na próxima publicação, veremos mais exemplos sobre usos do subjuntivo.

Publicado em 21/10/2021 às 17h21 e atualizado em 16/02/2022 às 16h25