
Milton Luiz Pereira (1989 a 1991): Natural de Itatinga (SP) e bacharel em Direito pela Universidade Federal do Paraná, Milton Pereira foi o primeiro magistrado a presidir o TRF3, recém-instalado, após eleição por voto secreto na 1.ª sessão judicial, em 26 de abril de 1989.

Homar Cais(1991-1993): Nascido em Nova Granada (SP), Homar Cais formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Como Presidente do TRF3, deu início ao processo de interiorização da Justiça Federal e criou a Escola de Magistrados da 3.ª Região.

Américo Lourenço Masset Lacombe (1993-1995): Américo Lacombe é bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, estado onde nasceu. Iniciou a carreira na magistratura em 1966, ao ocupar o cargo de titular da 9.ª Vara da Seção Judiciária de São Paulo. Na Presidência do TRF3, inaugurou 13 Varas Federais no estado de São Paulo.

Sebastião de Oliveira Lima (1995-1997): Natural de Promissão (SP). Em sua gestão ocorreu a primeira ampliação da Corte, em 1995, com o aumento do número de desembargadores federais, de 18 para 27 integrantes.

Jorge Tadeo Flaquer Scartezzini (1997-1999): Natural de São Paulo (SP), bacharelou-se em Direito pela Universidade de São Paulo, em 1960. Em sua gestão como Presidente, foi responsável pela inauguração da atual sede do TRF3, na Avenida Paulista. Em 1999, tornou-se Ministro do Superior Tribunal de Justiça, onde se aposentou em 2007.

José Kallás (1999-2001): Nascido em Santa Rita do Sapucaí (MG), bacharelou-se em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais. Em 1966, iniciou na magistratura naquele estado. Em 1976, tornou-se Juiz Federal Substituto em São Paulo. À frente da Presidência, promoveu melhorias na informatização da 3.ª Região, implantou programas de qualidade e de padronização de processos e inaugurou a Vara de Direito Ambiental em Corumbá/MS.

Márcio José de Moraes (2001-2003): Natural de Jacareí (SP), Márcio Moraes formou-se Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade de São Paulo. Ingressou na magistratura federal em 1976. Como Presidente do TRF3, inaugurou, em janeiro de 2002, os Juizados Especiais Federais da 3.ª Região.

Anna Maria Pimentel (2003-2005): Nascida em Vitória (ES), Anna Maria Pimentel foi a primeira Juíza Federal do Distrito Federal. É bacharel em Direito pela Universidade Federal do Espírito Santo. Ao assumir a Presidência, inaugurou o Fórum Criminal e Previdenciário “Ministro Jarbas Nobre”, localizado na Alameda Ministro Rocha Azevedo, e levou os Juizados Especiais Federais para diversos municípios do estado de São Paulo.

Diva Prestes Marcondes Malerbi (2005-2007): A Desembargadora Federal Diva Malerbi é bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Em sua gestão, inaugurou o Juizado Especial Federal em Santo André e especializou varas federais de São Paulo e de Mato Grosso do Sul em crimes financeiros e de lavagem de dinheiro, além de implantar o sistema de teleaudiências criminais.

Marli Marques Ferreira (2007-2010): A Desembargadora Federal Marli Ferreira é natural de São Paulo (SP) e bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Como Presidente do TRF3, inaugurou o Gabinete da Conciliação e o prédio atual da Escola de Magistrados da Justiça Federal da 3.ª Região, na Avenida Paulista, n.º 1.912. No decorrer da gestão, instalou Varas e Juizados Especiais Federais em diversos municípios do interior de São Paulo e de Mato Grosso do Sul. Em 2009, instituiu a Central de Mandados Unificada (CEUNI).

Roberto Haddad (2010-2012): Roberto Haddad é natural de São Paulo (SP). Graduou-se em Direito pelas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) em 1972 e ingressou na magistratura em 1988. Durante sua gestão, inaugurou Varas e Juizados Especiais Federais em diversos municípios do interior de São Paulo e de Mato Grosso do Sul. Lançou, também, o mutirão “Judiciário em Dia”.

Newton de Lucca (2012-2014): Newton de Lucca é natural de São Paulo (SP). Livre-docente da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, onde leciona nos cursos de graduação e de pós-graduação. Durante a gestão na Presidência, deu continuidade à expansão de Varas e de Juizados Especiais Federais a diversos municípios de São Paulo e de Mato Grosso do Sul. Inaugurou Centrais de Conciliação em Campo Grande, Guarulhos, Bauru, Sorocaba, Marília, Piracicaba, entre outras subseções.

Fábio Prieto de Souza (2014-2016): Formado pela Universidade Católica de Santos, Fábio Prieto foi advogado e membro do Ministério Público do estado de São Paulo, antes de prestar concurso e tomar posse, em 1991, como Juiz Federal. No mandato, iniciou a implantação do Processo Judicial Eletrônico (PJe), começando pela Subseção Judiciária de São Bernardo do Campo. Em sua gestão, inaugurou Varas e Juizados Especiais Federais em São Paulo, Mauá, São João da Boa Vista, São Vicente e Tupã.

Cecília Maria Piedra Marcondes (2016-2018): Natural de São Paulo (SP), Cecília Marcondes é formada pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Oriunda do Ministério Público Federal chegou ao TRF3 como Desembargadora Federal, em 1998, pelo quinto constitucional. Expandiu o Processo Judicial Eletrônico para todas as subseções judiciárias dos estados de São Paulo e de Mato Grosso do Sul.

Therezinha Astolphi Cazerta (2018-2020): É bacharel em Direito pelo Instituto Toledo de Ensino de Araçatuba (SP), sua cidade natal. Ingressou na magistratura federal em 1988 e, dez anos depois, foi promovida a Desembargadora Federal do TRF3. Em sua gestão, implantou o Projeto “TRF3 100% PJe”, que acelerou a inserção, no sistema de Processo Judicial Eletrônico (PJe), dos processos físicos remanescentes nas Seções Judiciárias de São Paulo e de Mato Grosso do Sul. Instalou o Centro de Memória do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região e o Laboratório de Pesquisa Filológica da Justiça Federal - Filojus.

Mairan Gonçalves Maia Júnior; (2020-2022): É natural do Ceará, graduado em Administração de Empresas pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com habilitação em Administração Pública, e em Direito, pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Atuou como Conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no biênio 2007-2009, e foi Vice-Presidente da Corte, no biênio 2016-2018. Na presidência assegurou a continuidade da prestação jurisdicional durante a pandemia de COVID-19, com a ampliação do trabalho remoto e das sessões virtuais. A gestão também se destacou pelo avanço da transformação digital, pela intensificação da digitalização de processos e por iniciativas de modernização administrativa e fortalecimento da governança institucional.

Marisa Ferreira dos Santos (2022-2024): Natural de São Paulo, é bacharel em Direito pela Universidade de São Paulo (1978) e mestre em Direito Previdenciário pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) (2001). Magistrada desde 1988, foi promovida ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) em 2002 e exerceu o cargo de corregedora-regional entre 2020 e 2022. É autora de seis livros, entre os quais Direito Previdenciário Esquematizado. Na presidência, deu continuidade ao processo de modernização institucional, ao aperfeiçoamento das ferramentas digitais e à ampliação do acesso à Justiça. A gestão destacou-se por iniciativas de inclusão social e cidadania, como o programa Pop Rua Jud, reconhecido nacionalmente com o Prêmio Innovare, bem como pela implementação do JEF Itinerante Indígena, mutirão promovido pelo TRF3 em parceria com a Justiça Federal em Mato Grosso do Sul, voltado ao atendimento de comunidades indígenas.

Luis Carlos Hiroki Muta (2024-2026): É natural de Jacareí (SP), bacharel em Relações Internacionais (1989) e em Direito (1991) pela Universidade de Brasília (UnB), especialista em Direito Público (1994) e mestre em Direito do Estado (2000), também pela UnB. Magistrado desde 1995, foi promovido ao TRF3 em 2002 e ocupou o cargo de corregedor-regional no biênio 2018-2020. Na presidência promoveu iniciativas voltadas à inovação e à ampliação do acesso à Justiça, com destaque ao lançamento da plataforma de Inteligência Artificial LIA 3R, a instalação da Turma Regional de Mato Grosso do Sul (TR-MS), a ampliação dos Núcleos de Justiça 4.0 e a criação do projeto itinerante Caminho do Acordo, voltado à solução consensual de demandas previdenciárias e ao atendimento de populações em regiões de difícil acesso, como comunidades indígenas e assentamentos rurais.

Luís Antonio Johonsom di Salvo (2026-2028): É natural de Rio Claro/SP. Bacharelou-se em Direito pela PUC de Campinas em 1979. Ingressou no Ministério Público de São Paulo classificado em 1º lugar no concurso de 1980, tomando-se posse em 11 de setembro daquele ano. Em 1992 prestou concurso para a Magistratura Federal da 3ª Região, sendo aprovado em 4º lugar, com posse em 25 de outubro daquele ano. Respondeu pelas Varas Federais de Ribeirão Preto e depois foi removido para Piracicaba a fim de instalar as duas Varas daquela subseção (1994). Em outubro de 1999 foi convocado para auxiliar e substituir no Tribunal Regional Federal, assim permanecendo até sua promoção a Desembargador em 13 de setembro de 2002, assumindo posto na Primeira Turma da Corte, onde permaneceu até 2012, removendo-se depois para a Sexta Turma, de onde saiu para assumir a Vice-Presidência em 6 de dezembro de 2023. Exerceu a presidência dessas turmas por diversas vezes. Pertenceu por duas vezes ao Conselho de Justiça e por igual número de ocasiões ao Conselho de Administração. Integrou as bancas de três concursos de ingresso à Magistratura Federal e a Comissão de Saúde da Tribunal por dois períodos, sendo seu presidente em um deles. No passado foi professor universitário em duas faculdades durante ocasiões distintas e é autor do livro “O Juiz na Condução do Processo Penal” (esgotado), além de artigos esparsos em obra coletiva. Ocupou o cargo de vice-presidente nos biênios 2022-2024 -complemento e 2024-2026.
